segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gatinha #25 e Gatinha #26


Mais duas meninas preto-e-branco capturadas na noite de domingo. 

Começamos pelo terreno de uma escola, visando 3 machos, sem sucesso, pois novamente o valor para castração de machos era o disponivel em nosso cofrinho. 

Fomos até o terreno onde capturamos a #18 e lá avistamos um macho preto e outra das femeas brancas. 

Existem duas femeas com comportamentos inusitados nesta colonia, mas em locais diferentes. 

Ambas nao entram nas gatoeiras, mas também não permitem que outros gatos o façam, batendo e rosnando neles para mantê-los longe da isca. Por causa disso não capturamos o macho preto e a #25 quase não entrou novamente, depois de ter sido avisada pela branquinha.
Demorou alguns minutos para que ela, com fome, finalmente fosse capturada.

gatinha jovem, ao ser anestesiada descobrimos uma séria infestação de verminoses
cirurgia finalizada
na gaiola de recuperação :)
Irei pegar a #25 amanhã, a terapeutica para os parasitas começou assim que ela acordou, com uma dose de vermifugo em sua ração. Até a hora da soltura sua barriga deve estar bem menor. 

A #26 é uma filhotinha de uma construção próxima a onde pegamos a #19. Além dela, existem a mãe e mais dois irmãozinhos, um deles - macho - foi capturado, mas pelo pequeno tamanho, teve que ser liberado.

Sempre é meio stressante quando duas femeas caem na armadilha no mesmo dia, pelos custos que aumentam consideravelmente, mas da captura, direito para a cirurgia. Felizmente os valores ficaram disponiveis na segunda pela manhã ( um parte do meu salário saiu hehehehe ) e consegui uma carona para fazê-los na clinica PetFriends, com Dr.João Carlos :)

Apesar do tamanho, aproximadamente 5 meses, rosna e mordeu a luva como gente grande. 

narizinho preto :)
manchinhas :)
cirurgia realizada
marcação na orelhinha

Uma pessoa quis adotá-la, por já estar esterilizada, mas é necessário que as pessoas entendam que um gato feral não é um gato domestico.

A #26 tentou me morder pela caixa de transporte e saiu como um raio ao ser devolvida para a mãe e os irmãos. 

E se estão abandonado animais bonzinhos, tranquilos e plenamente adaptados a vida com um ser humano, seria algo de extrema irresponsabilidade colocar uma gatinha dessas em uma casa, onde ficaria semanas, até meses escondida, evitando contato, assustada e estressada e com certeza não iria ter nenhum problema para arranhar ou morder a mão que a alimenta. 

As tentativas de reabilitação de ferais só devem ser feitas por pessoas com conhecimento sobre manejo desse tipo de animal. Mesmo com a melhor das intenções, esse processo é demorado, custoso e pode nunca dar certo. 

Logicamente vemos pelo outro lado, do animal estar dentro de uma casa, recebendo comida regularmente, mas também precisamos analisar o lado do stress que ele é submetido e a possibilidade de fuga em um local estranho, que poderá ocasionar acidentes e até mesmo a morte do mesmo. 

Se não é possivel reabilitar, vamos castrar e impedir que mais filhotes nasçam ariscos e ferais sem a possibilidade de uma vida tranquila.

Com apenas 4 animais para alcançarmos a meta dos 30 para 2011 ( e já com a cota mensal de animais carentes preenchida ) lanço para o projeto um desafio ainda maior. 

Castrar TODAS as fêmeas e filhotes - maiores de 4 meses - dessa colônia inicial, até o dia 28 de dezembro, quando viajo para São Paulo para aprimorar as tecnicas de C.E.D com a equipe da Confraria de Miados e Latidos. 

No momento, o número aproximado de femeas distribuidos pelas ruas da colonia são: 1 femea com 4 filhotes / 2 femeas brancas / 1 femea e mais 2 filhotes - mãe da #26 - / 1 femea + um filhote - mãe do #23 / os 4 filhotes da #10/ 1 femea com 3 filhotes 

Ou seja, são 6 femeas + 12 filhotes que desconheço o sexo. 

Reconheço as proporções gigantescas em valores desse desafio apenas para as femeas, mas é nelas que reside o perigo de mais filhotes a nascerem na epoca de chuva que não irá demorar a cair.

E como a maioria delas já está com filhotes grandinhos, daqui a pouco estarão prenhes novamente. Alguma dessas citadas já foram vistas na companhia dos machos da colonia. 

Nesta sexta-feira irei tentar capturar o filhote restante e a femea, mãe do #23 - para fechar essa familia, já que pai e filhote já foram esterilizados. 

Precisaremos de muito apoio e doações para conseguirmos ao menos poupar essas mãeszinhas de terem seus bebês debaixo de tempestades e vê-los morrer de gripe, hipotermina, pneumonia entre outros perigos comuns à filhotes nascidos no abandono. 

Contamos com sua ajuda! :) 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.