terça-feira, 24 de abril de 2012

Gatinha #97

A minha teoria que gatos brotam do chão na colonia inicial se consolida cada vez mais :P

Com quase 80 gatos castrados por aqui, pouquissimas são as femeas ainda reproduzindo, ainda mais na area onde moro, onde os 3 focos familiares já estão castrados. 

No sabado escutei miados altos vindos do terreo e desci para averiguar. Uma coisa preta rosnou para mim e saiu correndo em disparada. Fui investigar com os porteiros e eles disseram que a coisinha preta estava a quase uma semana pelas dependencias do prédio, correndo de um lado para o outro. 

No domingo não haveria captura, mas decidi pegá-la mesmo assim antes que ela morresse atropelada na garagem ou alguma outra fatalidade acontecesse. 

A gatinha era feral, rosnava o tempo todo, mas foi vencida pela fome e capturada com a armadilha tradicional, apesar de querer me atacar durante toda a transferencia para a caixa de transporte, se transformando na #97 :)

muito muito bravinha, só consegui tirar foto quando ela já estava caindo da anestesia




Ela estava com as duas patinhas traseiras machucadas, fizemos assepsia e aplicamos medicação local. 
O proprio antibiotico e antiinflamatorio da castração irá agir na area afetada, então ela ficará bem :)




A liberei na noite de segunda na area dos outros filhotes aqui na colonia inicial, onde ela terá alimento e abrigo disponivel. Saiu rosnando e correndo em disparada da caixa de transporte hehehhe

Faltam só mais 3 gatinhos para  nossos primeiros 100 :)

Será que conseguimos completar este número tão bonito ainda em abril?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Gatinha #96

Algumas semanas atrás uma moça estudante da UFMA nos procurou querendo informações quanto aos custos para cirurgias dos gatos da cota social. Ela disse que gostaria de ajudar uma gatinha que vivia em um dos prédios da universidade e que sempre estava prenhe.

Fui aluna da UFMA dos meus 17 aos 20 anos e também fui testemunha de vários animais abandonados pelo campus, a maioria deles jogados lá pela propria população que mora ao redor e até resgatei alguns deles. Infelizmente  alguns alunos, funcionários e até mesmo professores ameaçam, maltratam e até mesmo assassinam esses animais, esquecendo-se que eles são apenas vitimas da situação de abandono. 

Quando ela tentou castrá-la da primeira vez, a gatinha sumiu. Felizmente essa semana ela foi encontrada e trazida para nós :)

muito boazinha, com certeza foi abandonada no campus
o utero dela estava se desfazendo, resultado de inúmeras crias consecutivas
orelhinha marcada :)

A gatinha retornou para a UFMA na manhã seguinte, plenamente desperta e com toda a medicação necessária. 

Queria parabenizar a moça que nos contactou e quis ajudar essa menininha :)
Se mais pessoas se prontificassem a ajudar animais carentes, os números do abandono seriam muito menores.

A UFMA é um dos locais que eu gostaria de levar os Felinos Urbanos, mas infelizmente não possuo carro, dependo de carona ( ou táxi ). O pior é que os gatos de lá, a maioria são mansos, mesmo os mais assustados estão longe da ferocidade dos nossos da colonia inicial, então seria muito facil pegar pelo menos uns 5 a cada captura, diminuindo não somente a população deles, mas também os maus-tratos que são vitimas. 

Mais uma vez deixo aqui meu convite para qualquer pessoa que queira ajudar um gatinho carente a sua frente: entre em contato. Sempre estamos à disposição para ajudar, os valores da cota social são realmente simbolicos, considerando o que é cobrado nas clinicas particulares. 




Às vezes as pessoas mandam emails dizendo que há um ponto de abandono ou gatos em sua rua, proximo a um local que frequentam, de alguem carente que conhecem, etc, mas quando sugerimos que ajudem aquele animalzinho, raramente se disponibilizam para trazê-lo e ajudar a custear uma parte de sua castração. 

Acreditamos fortemente que estes gatos que sobrevivem nas ruas são responsabilidade de todos nós, o projeto faz a sua parte mesmo com todas as suas limitações. 

Mesmo que seja apenas aquele gatinho ajudado, acredite, você estará contribuindo para um futuro melhor :) 

domingo, 15 de abril de 2012

Gatinho #94, Gatinha #95 e a caixa que retornou vazia

Hoje tentamos mais uma vez capturar a mãezinha dificil que mora em uma das ruas da colonia inicial. 
Ela já está com mais uma ninhada, uma gata extremamente furtiva que conseguiu escapar até mesmo da drop trap, algo que ainda não entendemos como aconteceu. 

Felizmente, minutos depois, apareceu um macho que ronda a area dos filhotes capturados domingo passado e não demorou muito para que ele se tornasse o #94. 





Voltamos até a area dos filhotes, em busca do preto-e-branco que foi solto devido à nossa falta de verba e caixas de transporte. E ao chegarmos avistamos OUTRA filhota desconhecida. Os outros rosnavam para ela e impediam que ela se aproximasse da comida, o que fez com que fosse atraída para a drop e se tornasse a #95.

lindinha do zoio azul, aproximadamente 7-8 meses de idade




Quando estavamos indo para a clinica, resolvemos passar por uma rua para tentar pegar uma gatinha que vive por lá. Mas assim que estavamos nesta rua, avistamos um gatinho deitado debaixo do carro. Logo o reconheci. Era a rua do meu trabalho e aquele gato tigrado e branco geralmente andava por ali. Sempre tentei me aproximar, mas sem sucesso. Estranhamente, ele permaneceu no mesmo lugar, quando tentei atrai-lo com comida e ele, que nunca permitiu nem que eu me aproximasse, miou para mim. Um miado longo e baixo. 

Percebi a pata extremamente inchada e uma apatia não-natural para um gato de rua. Tentei pegá-lo com o cambão, mas sem sucesso. Quando ele saiu debaixo do carro, logo se jogou na calçada, a respiração estranhamente acelerada. Conseguimos atraí-lo com a gatoeira tradicional e o levamos para a clinica, onde foi o primeiro a ser atendido. 

Durante o exame fisico descobrimos que ele tinha uma pata fraturada, costelas quebradas e uma hernia extensa. Ao ir para a cirurgia, esse buraco imenso - provavelmente causado por atropelamento -  fazia com que todas as suas visceras comprimissem o coração e pulmões, sendo que um deles já estava comprometido. 

Até aquele momento, este gatinho sentia uma dor imensa em todo o corpo e cada entrada e saída de ar colocava uma pressão imensa em seu organismo. Sinceramente não sei como ele sobreviveu com ferimentos tão sérios.

Se tivesse nas ruas, possivelmente iria morrer em pouco tempo, entre os carros ou sozinho em algum terreno baldio. 

Mas, ele partiu anestesiado, com todo o suporte para que não sentisse mais dor alguma. 
Ele partiu em paz. 

Essa foi a nossa primeira perda em dia de captura. 
Um gatinho que, acredito, pediu nossa ajuda. 

Infelizmente, mesmo sabendo que fizemos tudo o possivel, isso não torna as coisas mais facéis. 
Fico imaginando por que não chegamos mais cedo, o que realmente aconteceu. 
Imagino inumeras perguntas e possibilidades, mas que no fim não irão trazer ele de volta ou apagar o sofrimento que ele encontrou nas ruas. 

E ele será mais um exemplo inesquecivel do porque castrar animais é tão importante e porque a rua não é e nunca será um lugar seguro onde gatos ou cães devam "dar uma voltinha".

Voltei para casa com uma caixa de transporte vazia, com um gatinho que não pôde retornar ao seu local de origem e viver o resto dos seus dias, de uma forma melhor, pela castração.

Cheguei em casa e meu gato tigrado e branco, da mesma cor deste gatinho, estava na porta me esperando e fez gracinhas, mostrando a barriga, quando entrei.

Enquanto estão anestesiados, acaricio cada um dos Felinos Urbanos, pois sei que, para a grande maioria deles, será o unico contato com afeição humana que terão em suas vidas. 

Eu quero que eles saibam que não estão sozinhos, que possuem alguém para zelar por eles e chorar por eles, quando nosso descaso os atingem cedo demais. 


"Devemos abraçar a dor e usá-la como combustivel para nossa jornada."
Kenji Miyazawa 

sábado, 14 de abril de 2012

Doenças Felinas 2 - Leucemia Felina

Texto de autoria da Confraria de Miados e Latidos ( SP )

"A Leucemia Felina ( FELV ), ao contrário da humana, não é um cancêr. A leucemia felina é causada por um vírus, que pode provocar um grande variedade de desordens degenerativas – entre eles, sarcoma, linfoma e doenças hematopoéticas –, mas também pode ser assintomático. De qualquer forma, o importante é saber como a doença é transmitida, os sintomas e cuidados necessários.

Diferente da FIV, em que o animal pode ter um contato com outro gatinhos, a FELV exige que um gatinho portador do vírus seja filho único. Se você tem mais de um gatinho em casa e descobre que um deles é portador do vírus, é importante que ele seja isolado dos demais e tratado individualmente, independente dos outros serem negativos ou assintomáticos.

A contaminação do vírus da FELV acontece quando um gatinho contaminado tem contato com um gato sadio, por meio de compartilhamento de vasilhas sanitárias e os mesmos potinhos de água e comida. Mordidas, espirros e cuidados com a higiene entre eles – o famoso banho de gato, também podem transmitir FELV.

em apenas um "passeio" nas ruas o seu gato pode se tornar portador da doença

A maior concentração do vírus está na saliva, em secreções nasais, no sangue ou na urina – as fezes também têm, mas em menor quantidade.

Os gatinhos portadores de FELV PRECISAM ser castrados, pois fêmeas grávidas podem passar o vírus para seus filhotes, diretamente pela placenta ou na amamentação.

castrando sua gatinha antes do primeiro cio, você evita uma ninhada indesejada e que ela e os filhotes contraiam FELV

Os gatinhos, nesse caso, já nascem infectados pelo vírus e infelizmente podem vir a óbito, mas isso não quer dizer que todos os casos serão, obrigatoriamente iguais. Existem gatinhos que nascem de mães portadoras do vírus e não desenvolvem problemas. Também existem casos de gatinhos que eliminam o vírus.

Para saber se seu gatinho é portador do vírus da FELV, busque ajuda veterinária. O diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue, denominado teste ELISA, que detecta o vírus no sangue, bastante eficiente, que dificilmente apresenta um resultado falso-positivo ou negativo quando o animal está efetivamente contaminado.

A FELV age no organismo dos gatinhos variando com a imunidade deles. Ou seja, cada animal reage de maneira diferente, segundo sua própria condição. Alguns gatinhos apresentam sérias complicações, outros, entretanto são portadores, mas não chegam a apresentar sintomas, vivem bem durante anos, mas podem transmitir o vírus a outro que tenha menor resistência.

Os sintomas podem variar de acordo com o local de ação do vírus. Pode atingir vários tecidos ou levar a reações não específicas, como apatia, anorexia, anemia, febre, gengivite/estomatite, uveíte [inflamação intra-ocular], diarréia, entre outros.

Uma das características mais específicas da Felv em relação a outros vírus é que muitos gatos podem se recuperar e eliminar o vírus sozinho. Nestes casos, a infecção induz uma poderosa resposta imunológica do organismo, que pode extinguir a infecção. Se isso acontecer antes da medula óssea ser infectada, há grandes chances de que a infecção seja eliminada e o gato deixe de ser portador da doença.

Cuidar de um gatinho FELV positivo não é diferente dos cuidados com um gatinho saudável. O animal precisa receber alimento de boa qualidade e evitar carne crua, ovos e leite não pasteurizado, em virtude do maior risco de infecções bacterianas e parasitárias. Além disso, é importante verificar se os gatos assintomáticos estão com as vacinas em dia e, caso contrário, vaciná-los com quádrupla felina e antirrábica.

O tratamento médico de um gatinho com FELV está relacionado aos sintomas que ele apresenta ou doenças secundárias.

Dependendo do caso, é necessário o tratamento com drogas antivirais, assim como nos seres humanos. Devido à resposta a estas drogas, entretanto, esta prática é pouco usada na medicina felina, pois muitos gatos apresentam vômitos e às vezes diarreia associado ao uso do medicamento, interferindo assim na resposta ao tratamento clinico.

Esta doença NÃO é transmitida para outras espécies animais!
É uma infecção exclusiva dos gatos.

Se você tem um gatinho com FELV, visite o veterinário periodicamente!"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Doenças Felinas 1- AIDS Felina

Infelizmente muitos donos de gatos ainda não tem conhecimento sobre os cuidados mais básicos com os seus bichos, como vacinação adequada              ( pensam que somente a vacina anti-rabica é necessária ), castração e criação indoor. Então não é de se estranhar que também ignoram doenças sérias e até mesmo incuraveis, resultados dessa cultura nociva de não-castrar os animais e ainda deixá-los ter acesso a rua.

Iremos apresentar, em uma série de posts, as principais doenças felinas, algumas delas incuraveis, em uma tentativa de conscientizar mais pessoas sobre a Guarda Responsável para com os gatos e evitar sofrimento e mortes desnecessárias.

Texto retirado da Confraria de Miados e Latidos ( SP )

Aids Felina ou Síndrome da Imunodeficiência Felina Adquirida ( FIV )

 

"Assim como nos humanos, esta é uma doença que causa depressão do sistema imunológico do animal, deixando-o vulnerável a uma série de doenças secundárias.

Doença exclusiva dos felinos, sua forma de atuação é muito semelhante ao vírus HIV nos seres humanos. Assim, como acontece com as pessoas, é comum encontrar felinos portadores assintomáticos por períodos longos, o que faz com que o diagnóstico seja mais comum em gatos adultos com mais de 7 anos, embora possa ser diagnosticado em gatos filhotes com um exame de sangue.

A Aids felina é transmitida da mesma forma que a dos humanos.                  

A contaminação ocorre de forma direta por troca de sangue, que pode ser em cirurgias, uso da mesma seringa ou brigas muito agressivas em que o gatinho com FIV e um saudável briguem a ponto de se machucarem e espalharem sangue pela casa, por exemplo. O acasalamento também é uma forma de transmissão do FIV, durante a cruza é comum o macho morder a fêmea na nuca, aumentando o risco de contagio, não só pelo sêmen contaminado, mas pelo ferimento causado na fêmea .

Outra maneira de transmissão da FAIDS é pela saliva. Ao se lamberem ou usarem os mesmos potes de água e ração, os animais podem ser contaminados, mas estes casos são raros e representam uma porcentagem muito pequena dos casos de FAIDS. O fator de risco pequeno faz com que animais portadores possam conviver com animais saudáveis sem grandes riscos, desde que sejam castrados.

É muito importante informar que o vírus da FIV não passa para humanos ou outras espécies. Ou seja, não existindo a possibilidade de contaminação entre animais de outras espécies, e muito menos seres humanos. O vírus da FIV permanece somente no felino, mesmo que um felino portador da doença venha por algum motivo causar uma mordedura em seu dono ou em um cão, por exemplo, não existe a possibilidade de contaminação.

    "A grande maioria das infecções por FIV ocorrem nas ruas, 
por machos não-castrados que brigam e mordem."

Vale acrescentar que os felinos não adoecem diretamente em função do vírus da FIV, mas em decorrência da imunossupressão que o vírus causa, portanto não existe sintoma especifico para FAIDS.

A Guarda Responsável é essencial para a manutenção da saúde dos gatos portadores da FIV. Desde que desde que sejam castrados e mantidos dentro de casa, podem viver uma vida tranquila e longa."

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gatinhos #89, #90, #91, #92 e #93

Isso mesmo. 5 gatinhos capturados e castrados de uma vez só :)

Lembram que pedimos ajuda para 4 filhotinhos em uma area da colonia inicial? O plano A - por causa de nossas finanças - era capturar ao menos 2 dos filhotes. Doações foram chegando aqui e ali e tinhamos o necessário para todos os 4 :)

No entanto, como sempre digo, fazer C.E.D é uma caixinha de surpresas. Começamos a noite alimentando os gatos da colonia inicial. E justamente em um ponto de alimentação, veio uma coisinha branca, miando, amassando pãozinho e pedindo carinho. Ou seja, não era um gato feral. Provavelmente mais um gatinho abandonado :( 

o branquelo indefeso :)

Não tinhamos dinheiro, não tinhamos sequer caixa de transporte para ele, mas como deixar um bichinho tão manso no meio dos ferais, uma das femeas já havia dado um tabefe nele e se encontrasse algum dos machos, poderia até ser morto. Ou poderia acabar debaixo da roda de um carro. 

Com o gatinho dentro de uma caixa, fomos até a area dos filhotes. Colocamos a droptrap e em pouco tempo 3 vieram e foram logo capturados. Estavamos com a outra gatoeira e os transferimos para ela, onde não haveria chances de escaparem e com bastante espaço para os 3. 

as ferinhas :)

Pouco tempo depois veio a escaminha e mais um gato maior, preto-e-branco. Capturamos os dois, mas tivemos que liberar o preto-e-branco por falta de espaço e dinheiro para a castração. 



5 gatos no carro, fomos para a clinica, onde eles passaram a noite. Por um contratempo eles não puderam ser operados lá, então o levamos para a nossa nova clinica parceira, a Toca dos Bichos, de propriedade do Dr.Jairo e Dra.Tarsila, que inaugurou oficialmente hoje :)

já na Toca dos Bichos, minutos antes da contenção para anestesia :)
a escaminha foi a primeira operada :)
orelhinha marcada :)
lorinho castrado :)
orelhinha marcada :)
ferinha linda :)
surpresa! outra menininha :)

castradinho graças a ajuda de todos :)

Os gatinhos foram liberados assim que acordaram plenamente da anestesia, estavam muito estressados com tanta proximidade humana, mas passam bem em seu local de origem :)

O branquinho, devidamente castrado, foi encaminhado para adoção.

Depois de tanta espera para finalmente completarmos nossa 9º dezena, vieram 3 a mais para assegurar o  nosso compromisso em castrar quantos animais pudermos.

5 filhotinhos que não serão responsáveis por nenhum outro gatinho nas ruas, que terão infancias e vidas longas e felizes, resultados da castração.

E, como sempre, agradeço imensamente a cada pessoa que nos acompanha desde a primeira gatinha e todos os novos amigos do projeto, que acreditam no Felinos Urbanos e que nos apoiam, com palavras, doações ou divulgando nosso trabalho e ideal. No fim, o que nos une é o amor por estes animais e nossa esperança de que dias melhores e menos dificeis para eles, poderão chegar em breve :)



Esse domingo teremos captura novamente. Seria MARAVILHOSO se a gatinha do tumor pudesse aparecer antes de completarmos os 100, que pudessemos ter alguma  noticia que ela está bem. Também temos ainda 2 machos na area da #70 e uma mãezinha que nunca conseguimos capturar com a gatoeira e que iremos tentar com a drop. Espero que dê certo :)

Para terminar, parabenizamos o Dr.Jairo e Dra.Tarsila pela abertura da clinica, desejamos muito sucesso e vários outros gatinhos esterilizados nesta parceria! :)

Muitissmo obrigada também a todos que ajudaram a castrar o branquinho em um periodo de tempo tão curto :)

"Não há nada como um sonho para criar o futuro."
Victor Hugo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ajuda para castrações de Abril

Pessoal, precisamos de ajuda :(

O mês de Abril está sendo apertado, já que boa parte de nossos recursos para castrações está sendo utilizado para a Lillybell e Mãezinha. No dia 15 a Lillybell terá seu esquema vacinal anual completo ( 2º dose multipla + raiva ) ou seja, mais custos com as vacinas, fora as diárias que hoje somaram mais R$150.

Foi decidido que iriamos focar nos gatos da cota social, onde o responsável também colabora com as despesas, já que estamos apertados, mas há situações que não podemos ignorar.



Hoje quando acompanhei a alimentação dos gatos da colonia inicial, avistei 4 dos 6 filhotes que haviam aparecido em um ponto. Não sabemos se são filhotes de alguma das gatas que ainda não foi castrada ou foram abandonados lá.



Dois deles já sumiram, 1 morreu atropelado essa semana. Como já tem entre 5-6 meses de idade, achamos que foi uma das femeas, já no cio, pois há um macho tigrado não-castrado nesta rua.



Eles são ariscos, não há mais nada que possamos fazer,  mas adiar a castração deles por mais tempo é algo impensável, já que em breve serão pais e mães de outra geração naquele local :(



Qualquer moedinha vai fazer toda a diferença para esses gatinhos que não tem culpa de estarem nessa situaçao. Se você não puder ajudar, por favor, compartilhe o caso, talvez um amigo seu possa. 

 Desde já, nossos agradecimentos! 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Gatinho #86 e noticias da Mãezinha


Ontem saímos em captura. Mais 2 horas na rua da gatinha do tumor, sem sucesso :( 

Fomos para a area da #70 e avistamos um macho amarelo e branco na calçada, mas quem veio para a gatoeira foi um enorme macho branco e cinza. Em menos de 5 minutos ele foi capturado, mas para fazer a transferencia da drop para a caixa foram uns bons minutos de tensão devido à ferocidade do gato. 

Ele simplesmente quebrou a alça da portilhona e ainda partiu a porta em 2 hehehehhe

Foi necessário contê-lo com o cambão, ainda dentro da drop, para que pudessemos direcioná-lo corretamente para dentro de caixa. Um gato de respeito :) 

quase 5kgs de pura força :)

castração concluída, dias melhores :)

marcação na orelhinha :)

Ontem também fomos até uma parte da colonia onde existem pelo menos 6 filhotes que serão nosso foco do mês de Abril, pois eles já estão com aproximadamente 5 meses de idade e não irá demorar muito para que as femeas apareçam prenhes. Explicamos sobre nossas ações para um dos vigias da area e pedimos permissão para ir capturar os gatos. Ele nos deu apoio e irá avisar seu colega de trabalho para que tenhamos acesso ao local :)

Essa semana completa um mês desde que Lillybell e Mãezinha foram resgatadas. 
A Lillybell está linda, fortinha e sapeca, à espera de uma boa familia. 

Mãezinha veio hoje para fazer um ultrassom. Desde que foi resgatada ela estava com um volume incomum no abdomen. Durante a castração seu utero estava normal, apenas dilatado de tantas crias consecutivas, sem nenhum sinal de infecção. Quando ela retornou para tirar o pontinho, o volume incomum estava ainda maior e depois o tamanho estava aumentando :(

o abdomen da Mãezinha visto de cima

Marcamos um ultrassom para darmos uma olhada no que poderia estar acontecendo, que foi feito hoje pela Dra.Denise :)  Ainda bem que não foi nada sério, até mesmo falamos de tumor no baço, mas ela está apenas com muitos gases dilatando o abdomen, provavelmente resultado da troca de restos de comida para ração. O figado dela estava com alguns pontos de gordura e a bexiga com sinais de cristais, Dra.Tarsila e Dr.Jairo irão conversar sobre a melhor terapeutica para a bexiga, se for necessário ela irá comer ração propria para desfazer os cristais :) 




Finalmente o olhinho dela está plenamente curado :) 



Nada como cuidados e carinho para transformar a vida de um bichinho :) 

Assim que resolvermos esses outros probleminhas, a Mãezinha será posta oficialmente para adoção.
Sei que arrumar um lar para ela será bem dificil, já que nem a Lillybell ainda encontrou um candidato decente, mas espero que alguem se apaixone pela Mãezinha assim como nós. É uma gata super docil, ronronenta e tranquila, adora pessoas, carinho e tolera outros animais :) 

toda fofa :)

Enquanto as gatinhas estiverem sob a responsabilidade do projeto, vou fazer tudo o possivel para arcar sozinhas com suas despesas, mas infelizmente isso significa também tirar dos meus recursos para as castrações :(

Gostaria de ao menos poder esterilizar os filhotinhos, pois eles estão em facil acesso mas isso só seria possivel de acordo com nossas doações

Mas as duas estão bem e sendo bem tratadas, longe das ruas, então só por isso, já faz tudo valer a pena :) 

Obrigada a todos que mandaram pensamentos positivos para a Mãezinha e torceram por um bom resultado nos exames e quem está ajudando ela e a Lillybell em qualquer maneira :)