sábado, 30 de junho de 2012

Gatinha #138 e Gatinho #139

Captura antes do raiar do dia. Às 5 da manhã partimos para a construção onde mora a mãezinha dificil da #134, uma gatinha que tentamos capturar desde o começo do projeto, provavelmente a unica gata ainda não-castrada da colonia inicial :(

Ficamos um bom tempo esperando a mãezinha e nada. E logo vieram a #102 e uma irmãzinha sua, da mesma idade, que passou um bom tempo desaparecida. A orelha dela estava coberta de crostas de sarna e não perdemos a oportunidade para ajudá-la :)



Além da medicação para a castração, ela também foi tratada contra sarna e deverá estar plenamente recuperada daqui a algumas semanas :) 

Já estavamos indo para casa quando paramos para abastecer um ponto de alimentação, quando ouvimos um miado vindo de dentro do matagal. E logo esse rapaz se aproximou atraído pela comida. Ele até deixou que eu o tocasse, mas como macho não-castrado, logo começou a se estressar, rosnar e tentar avançar. 

Provavelmente ele deve ter tido algum lar um dia, mas sendo inteiro, deve ter fugido e se perdido atrás de femeas :/ 






Com estes gatinhos finalizamos nossos animais beneficiados pelo projeto no mês de Junho :)

Estamos organizando grandes - e boas - mudanças para o Felinos Urbanos a partir de agosto, esperamos que nossos gatinhos ainda possam contar com o apoio e confiança de vocês :)

domingo, 24 de junho de 2012

Gatinho #135, Gatinha #136 e Gatinha #137

Ontem ( 23/06/2012 ) foi mais um dia de capturas na Colonia das Ruínas. 
O planejado era capturar pelo menos 4 gatos para fazer os 10 primeiros beneficiados do local. 

No entanto, eles nos deram uma canseira, certamente devem ter sido alimentados no dia anterior :( 

Retornamos no final da tarde e felizmente pudermos capturar mais 3 gatinhos e diminuir os numeros de nascimento naquele local :)

O primeiro foi um macho enorme. Durante o exame clinico, detectamos que ele tinha aproximadamente uns 5 anos de idade, um verdadeiro FEITO para um gato não-castrado e com acesso à rua. Além disso, esse bonitão também era criptorquideo. De acordo com sua idade, provavelmente é o maco alfa da colonia e pai do gatinho #130

achocolatado capturado :)




A segunda capturada foi mais uma lynx point. Existem aproximadamente mais 3 gatinhas além dela, da mesma idade e pelagem, devem ser irmãs. Com 5 meses, não ia demorar muito para começar a ter filhotes. 




Finalizamos a noite com mais uma menininha capturada :)

Vamos dar uma pausa de uma semana, pois os gatos já começaram a ficar desconfiados conosco e vamos tentar capturar pelo menos mais 2 ferais antes que o projeto entre de férias :)




Todos foram liberados na Colonia hoje pela manhã, passando bem :)

Muito obrigada a todos que nos enviaram doações e nos possibilitaram ajudar estes gatinhos :)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Breve Histórico do C.E.D

Texto baseado na entrevista com Ellen Perry Berkeley à Modern Cat. Ellen é uma autoridade em C.E.D, autora e editora dos livros: Maverick Cats: Encounters with Feral Cats ( Gatos de Maverick: Encontro com Gatos Ferais ) e TNR Past, Present, and Future: A History of the Trap-Neuter-Return Movement ( C.E.D, Passado, Pesente e Futuro – A História do Movimento de Captura, Esterilização e Devolução ) 



A história do C.E.D está intimamente ligada aos primórdios das grandes instituições para o bem estar ao animal ao redor do mundo ( como as SPCAs e Humane Societies ) As primeiras atividades de C.E.D 
( Trap, Neuter and Return ), se desenvolveram no Reino Unido e Dinamarca por volta de 1970, mas há registros de pessoas que já capturavam gatos nas ruas, castrando-os e devolvendo a seus locais de origem, mesmo que ainda não houvessem denominação para tal atividade já na década de 50. 
Não há dados precisos de como ou quando o C.E.D foi oficializado com esta nomeclatura.

O C.E.D demorou a chegar aos E.U.A, somente na década de 90 e tomou força com a criação do grupo Alley Cats. Este também foi o período para que as esferas da sociedade que lidavam com animais e o problema da superpopulação reconhecessem o método e sua eficácia.



A Universidade de Escola de Medicina Veterinária de Tufts realizou um workshop de um dia, sobre gatos ferais, em 1992. A Liga Doris Day realizou uma mesa redonda sobre o tema em 1994. Em 1996, a Humane Society Americana juntamente com a Associação dos Amantes de Gatos realizaram um workshop cientifico. E em 1995, a Associação Americana de Veterinária trouxe Jenny Remfry, da Inglaterra, para uma apresentação. Ela foi peça chave para a mudança de atitude inglesa em um simpósio apresentado em 1980 sobre gatos ferais, organizado pela Federação das Universidades para o Bem Estar Animal.

Com o passar dos anos, o C.E.D ganhou força em seus países de origem e também pelo mundo inteiro, se tornando acessível não somente para veterinários e participantes de grandes organizações, mas para qualquer membro da sociedade que queira ajudar estes animais, não importando seus motivos. Admiradores de pássaros, ecologistas, ambientalistas, já que o intuito do C.E.D é RETIRAR estes animais deste meio selvagem ou urbano de onde eles não pertencem, de uma forma humana e com menores custos.

O C.E.D não precisa ser feito em grandes escala para mostrar resultado. 
A diferença para a vida destes animais pode começar em seu bairro, em um prédio abandonado, no campus de uma universidade, etc. 

se cada um fizer a sua parte, nem que seja somente 1 bichinho castrado por mês, as coisas serão bem melhores :)

O futuro do C.E.D é promissor, já que novas técnicas cirúrgicas mais baratas e menos invasivas estão sendo desenvolvidas, para atender estes gatos ferais em uma escala maior e melhor.

Mais pessoas estão percebendo que a esterilização, não somente destes gatos, mas de animais domésticos em geral, juntamente com a conscientização, é o único caminho para evitar o abandono e sofrimento desnecessário.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Gatinhos #128 ao #134

Muitos gatinhos ajudados no ultimo final de semana :)

Os gatinhos #128 e #129 foram beneficiados em nossa Cota Social. Uma femea e um macho ( muito surrado e cheio de ectoparasitas ), pertencentes a uma pessoa carente. Foram apadrinhados por uma moça de bom coração que nos procurou e custeou boa parte de suas cirurgias :)

Além das castrações, ambos receberam medicação para acabar com as pulgas e piolhos, deverão ficar totalmente recuperados nos proximos dias :)



cicatrizes e vários piolhos :(

Graças à ajuda de nossos doadores, também tivemos 4 gatinhos da Colonia das Ruinas capturados e devidamente esterilizados :)

#130 foi um macho feral capturado na DROP TRAP. Depois da sedação descobrimos que ele era criptorquideo, ou seja, havia somente um testiculo na bolsa escrotal e o outro estava retido no abdomen.

Essa é uma condição genetica e com o tempo, o testiculo atrofiado e retido iria se transformar em um tumor. Ainda bem que ele foi ajudado :)



As outras capturas foram todas femeas, uma delas ainda filhote mas muito agressiva, resultando em menos bebês para nascerem naquele local perigoso :)









A gatinha #134 foi capturada em 17/06/2012. É irmã da #103, filha da mãezinha dificil que NUNCA conseguimos pegar  :/   um dos filhotes desta ultima ninhada morreu atropelado essa semana, restando apenas a #134 e um irmãozinho que tentamos capturar na mesma noite, mas alguns adolescentes passaram estourando latas de lixo com bombas na rua, assustando-o :(

Pelo menos temos mais uma filhotinha castrada que não irá trazer mais bebês para sofrer na colonia inicial :) 





Esta semana vamos tentar mais 4 gatinhos da Colonia das Ruinas, para completar 10 animais ajudados :)

Agradecemos muito a todos que colaboraram com os gatinhos desta semana, nos possibilitando mudar muitas realidades :)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Doenças Felinas 4 - Rinotraqueite

A Rinotraqueite felina é uma séria doença respiratoria que acomete somente os gatos, que junto com a Calicivirose Felina ( que falaremos no futuro ) constituem o Complexo Respiratorio Viral Felino.

A Rinotraqueite é causada pelo Herpesvírus Felino 1 (HVF-1 ), transmitido por contato direto com gatos infectados.

Os filhotes recem-nascidos possuem anticorpos maternos que os protegem da infecção, mas à medida que eles começam a perder essa imunidade, tornam-se altamente suscetíveis. Outros fatores que contribuem para a infecção são: subnutrição, higiene do local e o número de animais, também sendo uma doença comum em casas superlotados por pessoas que sofrem de colecionismo e em pontos de abandono.

Os sintomas principais dos gatos com infecção aguda pela Rinotraqueite são febre (40°C ou mais), blefarospasmo ( piscar excessivamente ), espirros, tosse, movimentos constantes da cabeça, secreção nasal e ocular, intensa salivação, anorexia e prostação.

estágio inicial da doença - olhos irritados e com secreção nasal e ocular

Os espirros são esporádicos inicialmente, tornando-se cada vez mais freqüentes. A secreção nasal purulenta provoca a oclusão das vias aéreas superiores, de forma que o animal perde o olfato e passa a respirar com a boca aberta. O apetite vai diminuindo até cessar. A tosse é uma manifestação da laringotraqueíte. A moléstia clínica persiste no mínimo por 10 a 20 dias.

Em casos mais sérios da doença, aparecem ulceras no corpo do animal. As úlceras localizam-se geralmente na língua, palato, ângulo da mandíbula, na extremidade do focinho, e raramente, na pele, espaços interdigitais e coxins plantares. Tal alteração leva à dor intensa e à salivação profusa nos animais enfermos, motivo pelo qual eles relutam em ingerir qualquer tipo de alimento. Os animais perdem peso e desidratam facilmente, ficando suscetível às infecções bacterianas secundárias.

A secreção ocular ocasionada pela doença é de caráter seroso ( transparente ) inicialmente, evoluindo para secreção mucopurulenta; observa-se, então um edema conjuntival e piscar excessivo. As complicações oculares podem evoluir a vários estágios, o que inclui sinais clínicos como a ceratite intersticial, ceratite ulcerativa superficial ou profunda com descementocele, e até uma ruptura do globo ocular com perda da visão uni ou bilateral, sendo necessário a retirada deste olho vazado para prevenir outras infecções futuras.

filhote cego como resultado da rinotraqueite, infelizmente algo comum em pontos de abandono


O aborto pode ser uma conseqüência da infecção aguda em uma fêmea prenhe não imunizada contra Rinotraqueite por vacinação prévia ou por exposição natural.

O tratamento deve ser feito com o acompanhamento veterinário, para decidir as medicações mais adequadas para o estagio da doença que o animal se encontra.

E como proteger os gatos dessa terrivel doença?

1- Através da imunização adequada, com vacinas multiplas felinas, que além da Rinotraqueite e Calicivirose Felina também protegem seu gatinho contra a Panleucopenia e Clamidiose Felina. Dou preferencia para as vacinas importadas,diante de sua qualidade superior.

É importante frisar que SOMENTE um médico veterinário pode avaliar um animal de maneira correta antes das vacinas, evitando assim reações adversas e até mesmo o temido carcinoma ( tumor ) vacinal.




2- Evitando que tenham acesso às ruas e à outros animais, através da castração e criação indoor.


Fontes: http://aquisoentramgatos.blogspot.com.br/2009/09/rinotraqueite-viral-felina-rvf-e.html

http://www.redevet.com.br/doencas/rino.htm

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Gatinha #121, Cadelinha #122, Gatinhos #123 à #127

Tivemos uma semana bem agitada :) 

Graças ao nosso protocolo unico na cidade, oferecendo castração pediatrica, tecnica de gancho e fios absorviveis, várias pessoas nos procuraram para castrar bichinhos comunitários, confiando em nossa dedicação para com eles :) 

Além disso, no sabado 9/06/2012, inauguramos nossas capturas nas 2 colonias extras que estamos monitorando :)

A #121 é uma das gatinhas da Colônia da Praia, onde uma pessoa de bom coração nos procurou para esterilizar os animais que aparecem na rua de sua casa, como medida de controle populacional.

O ideal seria que todos os animais nas ruas pudessem encontrar um lar seguro para chamar de seu, mas infelizmente isso não é possivel. Os gatos  possuem abrigo e alimento, oferecidos por essa pessoa e estão sempre sendo monitorados. E castrados ganham mais qualidade de vida :)

bebêzinha de 4 meses :)
castradinha :)
orelhinha marcada

A cadelinha #122 é uma filhota comunitária que vive em uma construção e é cuidada por uma pessoa responsável que nos procurou para castrá-la em nosso protocolo minimamente invasivo, evitando assim doenças e mais bebês abandonados. Ela foi operada com anestesia inalatoria, para cirurgias em cadelas, é o mais seguro :)

um docinho :)
castradinha :)
A gatinha #123 é uma filhota da Colônia das Ruinas, com aproximadamente 5 meses, não ia demorar para começar a colocar mais filhotes naquele local.





A #124 foi nossa segunda captura, linda feral :)




Nossas capturas na Colônia das Ruínas depende inteiramente de doações. Gostariamos muito de castrar TODOS os animais até o final de Julho, mas para isso precisamos de toda ajuda possivel. 

Lançamos um apelo para nossos amigos do facebook, mas infelizmentea, apesar de tantas pessoas e um valor tão pequeno para salvar centenas de vidas, poucos são os que irão nos ajudar ou ao menos compartilhar o apelo :(



No mesmo sabado fomos à noite capturar os gatos da Colônia da Praia e acabamos com mais 3 gatinhos :)

A primeira delas uma femea jovem, captura facil na DROP TRAP :)





A segunda captura foi um gato macho feral reprodutor fabuloso, do tamanho ou maior que o poderoso #45 :D

Estava com um edema IMENSO no rosto, resultado de brigas. Com certeza, com mais algum tempo, se transformaria em feridas purulentas, como o do #54 quando foi capturado. Mas, graças à medicação, com algumas semanas o edema irá sumir e o rosto começará a ter um aspecto normal :)






E a ultima captura da noite  foi uma gatinha com a orelha estranhamente cortada. Apesar da possibilidade ser remota, levamos em consideração se alguém a havia castrado e marcado a orelha. Mas, o corte estava muito baixo e reto e sei que C.E.D é algo que o nosso projeto trouxe para São Luís, então ela foi anestesiada para averiguarmos. Nenhuma cicatriz ou rastro de nylon na barriga, começamos a cirurgia, finalizando com mais uma filhota castradinha :) 


a orelhinha originalmente cortada



O domingo foi dia de devolver os gatinhos a seus locais de origem :)

Vamos esperar a semana e ver se as doações que chegam nos possibilitam castrar ao menos mais 3 gatinhos da Colonia das Ruinas. Espero que sim :)



Muito obrigada a todos pelo apoio e confiança e pela vontade de ajudar os animais :)