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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Castração Precoce: beneficios e melhores práticas

Texto traduzido de: Castração Precoce: benefícios e melhores práticas, da ASPCA     ( maior associação americana de bem estar animal, fundada em 1866 ). 

Falando de uma maneira geral, a castração precoce se refere à esterilização de machos e fêmeas de cães e gatos antes da idade tradicional de 6 meses de idade. O tema vem sido debatido entre veterinários através dos anos, com a maior preocupação sendo para os cirurgiões que atendem estes animais entre 6-8 semanas de idade ou aproximadamente 1kg. 


campanha de castração precoce da Alley Cats Allies, grupo pioneiro de C.E.D nos EUA


Pesquisas, no entanto, revelam que existem muitos benefícios da castração precoce e muitos medos são infundados. 

O texto a seguir foi escrito pela médica veterinária, presidente do departamento de Medicina do Coletivo da ASPCA, Dra.Lila Miller. 

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO PRECOCE 

1- Veterinários que estão habitados com o processo cirúrgico e anestesia concordam que a castração precoce é muito menos estressante psicologicamente para os pacientes mais jovens. 

2- Filhotes devem ser submetidos a um jejum de APENAS 2-4 horas, prevenindo assim o risco de hipoglicemia. 

3- Filhotes estão plenamente acordados geralmente uma hora após o procedimento, então eles podem receber pequenas porções de comida e levados para casa no mesmo dia, evitando assim o stress da internação hospitalar. 


filhotes doados após a castração NUNCA serão parte do problema da superpopulação de animais 

4- Veterinários com experiência na prática relataram que a cirurgia é mais rápida, fácil e menos estressante para o paciente e para o cirurgião. 

5- As complicações operatórias em castração precoce são muito poucas. 

6- Castrar uma fêmea antes do primeiro cio tem um efeito protetor eficaz em relação ao desenvolvimento de tumores de mama. 


7- A castração precoce custa menos, financeiramente, já que são utilizados menos materiais, é necessário menos auxiliares no pré, pós e durante o procedimento cirúrgico e monitoramento. 

8- Se o procedimento for feito no período das ultimas vacinas, aos 3-4 meses de idade, o veterinário não precisa se preocupar com esquecimento por parte do cliente. 

A castração pode ser incluída no “pacote de cuidados do filhote”, juntamente com a vacinação e vermifugação. Atraso na castração é geralmente a causa do nascimento de ninhadas indesejadas que acabam abandonadas. 


                                      por serem animais que reproduzem nos dias mais longos e quentes,                             algumas gatas podem entrar no primeiro cio aos 4 meses de idade

9- O conceito de “saúde única” que promove uma ligação entre saúde humana e animal requer que o médico veterinário seja parte na solução de problemas da comunidade. Estudos mostraram que animais não-castrados são muito mais propensos a serem abandonados do que animais esterilizados. A castração precoce é um componente essencial de ajuda à comunidade para resolver o problema do número de eutanásias de animais abandonados nos EUA. 


filhotinha de 3 meses esterilizada com tecnica de gancho, minimamente invasiva 

10- As melhores estratégias são: educação sobre guarda responsável, aumentar os esforços para adoção de animais, aconselhamento para os tutores sobre como resolver possíveis problemas de comportamento e a prevenção do nascimento de ninhadas indesejadas. 

A castração é uma parte da solução que apenas os médicos veterinários podem oferecer. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

C.E.D pelo Brasil - Operação Gato de Rua

Desejando fazer um levantamento do movimento de C.E.D brasileiro, vamos trazer uma série de posts com informações sobre os principais grupos que desenvolvem Captura, Esterilização e Devolução por aqui, para divulgar essas iniciativas e conscientizar mais pessoas da importância da castração em massa como forma efetiva e humana contra o abandono :) 

Quem abre esta seção é o OPERAÇÃO GATO DE RUA, C.E.D de Blumenau, idealizado pela Maria Cecilia Quideroli :) 
1- Data de inicio? 

Maio 2012

2- Qual a atuação? 

CED e doação quando possível, com gatos de rua e que vivem em escombros e matas da cidade de Blumenau.

3- Por que optaram pelo C.E.D?

Não gosto de doação, acho complicado lidar com ser humano. CED é uma opção que respeita o temperamento do animal e resolve o problema da super população, previne doenças, sem lotar abrigos nem estressar os gatinhos mais ariscos.

4- Quais as maiores dificuldades na sua cidade?

A ignorância das pessoas, que confundem CED com abandono; a falta de informação da população em geral, a dificuldade em entender que eu não vou resgatar e não vou castrar gatos com dono. O poder público que não ajuda em nada, não age na prevenção e educação, os inúmeros casos de abandono, típico da cidade.

7- O que você acha do movimento de C.E.D no Brasil? 

Acho lindo, muito importante e espero que seja muito propagado pra ficar conhecido e beneficiar muitos animais ainda.

8- Quais os maiores desafios para quem faz C.E.D aqui, na sua opinião? 

A falta de apoio do poder público e a dificuldade das pessoas em entender o que é.

9- Deixe um recado para quem está pensando em fazer C.E.D.

Pensando em fazer CED? Vá em frente, lute por quem não pode se defender. O problema do abandono é de todos nós e a solução também está em nossas mãos.

O II Encontro Nacional de C.E.D será em Blumenau, no dia 30 de novembro. 



Participe, conheça mais sobre o C.E.D e conheça de perto o trabalho do Operação Gato de Rua :) 


quinta-feira, 8 de março de 2012

A devolução dos gatos ao seu local de origem

A grande maioria das pessoas que se dedicam à proteção animal desenvolvem atividades de resgate e doação de animais para novos lares, uma atitude louvável e que, assim como a C.E.D. - Captura, Esterilização e Devolução -, também objetiva que esses cães e gatos tenham uma vida melhor.

É necessário entender que o foco dos projetos de C.E.D. são gatos ferais (aqueles que nunca ou raramente se adaptariam a uma vida dentro de um ambiente domestico) ou gatos ariscos (aqueles que tem medo de qualquer aproximação com as pessoas).

O stress de um gato feral ou arisco que é forçado a estar na presença de pessoas pode levá-lo ao óbito, por ataque cardíaco e recusa em ingestão de água e alimento.

filhote feral

Animais ferais, ariscos ou de colônias criam fortes vínculos com seus locais de origem e suas posições sociais dentro desses grupos; por essa razão cada gato é devolvido exatamente na mesma rua onde foi capturado. Isso evita atropelamentos e brigas com animais residentes de outras áreas. 

Em grupos familiares, alguns poderão ser mal recebidos pelos outros, por causa do cheiro diferente da castração e manipulação humana, mas geralmente, em poucas horas, a paz volta a reinar dentro do foco.

um de nossos grupos familiares :)

E os gatos não-ferais que são capturados? Esses são os que sofreram abandono.

Geralmente se enquadram nessa categoria os animais doentes ( cujo os donos não quiseram/puderam custear seu tratamento ), fêmeas jovens, prenhes ou com filhotes, machos não-castrados que fugiram de casa para reproduzir.

Pepita ( ex-#58 ) curtindo seu lar doce lar :)
Esses gatos podem e devem ser colocados para adoção se houver a oportunidade e recursos para mantê-los apropriadamente, uma vez que, mansos e amistosos, são vitimas faceis de pessoas mal intencionadas e podem ser maltratados e até mortos.

Castrados, eles serão excelentes animais de estimação, independente de onde vieram e de sua idade e serão eternamente gratos pela chance que lhes foi presenteada de uma nova vida. 



No caso de gatos comunitários e que são bem-tratados em seu local de origem, com a castração eles acabam sendo adotados oficialmente por alguém da vizinhança que já cuida deles. 

Mais finais felizes que projetos de C.E.D. são responsáveis através de suas ações de esterilização :)

Uma característica imprescindível da pessoa que atua com C.E.D. é saber respeitar e compreender o estado desses animais e entender que, sim, gatos ferais e/ou ariscos estão melhores em liberdade. 

Os gatos beneficiados pelo C.E.D. não foram “resgatados” , assim como também não estão sendo “deixados ou abandonados” nas ruas. Estão apenas retornando a seus locais de origem, com uma melhor qualidade de vida assegurada pela castração :)

"Se informe. Gatos ferais possuem um lar - lá fora! 
E mesmo que eles apreciem uma lata de patê, eles não querem se aninhar com você no sofá."

( retirado do site Alley Cats Allies - grupo pioneiro de C.E.D nos E.U.A )

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mitos sobre a Castração

Infelizmente mesmo nos dias de hoje, com a maciça disseminação sobre a Guarda Responsável, muitas pessoas ainda se deixam levar por pensamentos erronêos para não esterilizar seus animais. 

Grande parte é fruto da falta de informação e também pelo  não esclarecimento por parte de alguns veterinários que não abordam o assunto com tanta frequencia e tão claramente quanto deveriam. 

Essa ignorancia não vem somente nas classes mais humildes, muitas pessoas que tem os meios e escolaridade para ter acesso à essas informações simplesmente opta por não pesquisar e agir de maneira mais adequada para seu animal. 

Então vamos explicar e desfazer os principais enganos em relação a castração e torcer para que as pessoas escolham agir corretamente com seus bichos de estimação :)

1- As femeas só devem ser castradas depois do primeiro cio ou primeira prenhez. 

Quem fala isso certamente nunca deve ter se responsabilizado pelos problemas que uma gravidez pode causar a uma cadela ou gata ou cuidou e arrumou donos para os filhotes que vieram ao mundo.

A situação piora quando um veterinário utiliza destes argumentos, demonstrando claramente sua falta de atualização e responsabilidade social.

Quanto mais cedo as femeas forem castradas, as chances de terem piometra, cancer de utero ou mamas, além de gravidez psicologica diminui drasticamente, sua cadela ou gata terá uma vida mais longa ( pelo menos 5 anos a mais ) e com maior qualidade de vida.
( Para saber mais -  http://felinosurbanos.blogspot.com/2011/11/castracao-precoce-fatos.html )


É muito comum que criadores de fundo de quintal abordem donos de cadelas e gatas em clinicas veterinárias e petshops com este argumento. Mas lembre-se que, ao colocar sua femea para cruzar, os custos e problemas advindos serão todos e somentes seus.


O seu bolso será responsável por uma possivel cesariana, filhotes que podem nascer com má formação, com madrugadas de mamadeira para os filhotes mais fracos, etc. E sua cadela ou gata nunca mais será bonita, já que uma prenhez e amamentação retira muito de seu organismo, mesmo com todo acompanhamento veterinário.



Além disso, animais de companhia não devem reproduzir, já que não trarão nenhuma melhoria genetica para a raça e grande maioria deles está fora do padrão comportamental e psicologico que a raça exige. 

2- Machos ficam lerdos depois da castração 

A castração somente retira a necessidade de reprodução de seus animais, fazendo com que se tornem mais companheiros, amistosos e brincalhões.

Cães de trabalho, como pastores de ovelha e gado,  cães farejadores, policiais e do exercito, cães-guia, em sua grande maioria são castrados, para assegurar um melhor desempenho em suas funções, já que são mais focados no trabalho. 

Gatos também não mudam de comportamento e permanecem grandes companheiros.
( Para saber mais - http://felinosurbanos.blogspot.com/2011/11/castracao-em-gatos-fatos.html )



3- O meu animal ficará gordo 

Uma dieta inadequada e falta de exercicios faz com que o animal se torne obeso, não a castração.
Estatisticas mostram que quanto mais jovem o animal for, juntamente com uma alimentação apropriada, brincadeiras e passeios - no caso dos cães - mais imperceptivel será o seu aumento de peso.

4- A castração é contra a natureza do animal

A partir do momento em que domesticamos cães e gatos eles não agem ou devem ser forçados a agir como tal. Tiro por exemplo os gatos ferais do projeto, que apenas retornaram a este estado por nosso descaso e abandono, forçados a sobreviver.

Um leão na savana nunca irá dormir em uma caminha fofa, assim como um lobo selvagem não comerá ração. Sem falar em todas as raças que criamos, totalmente inaptas para sobreviver fora do convivio humano.

De acordo com a SPCA americana, 80% das femeas não-castradas irá ter um problema relacionado aos orgãos reprodutivos até o final de sua vida. O natural não seria que nós, como guardiões, a protegessemos disso?

5- Meu animal terá filhotes iguais a ele

Nem mesmo os animais clonados são 100% semelhantes aos seus pais, imagem animais domesticos que reproduzem sem nenhum criterio.Os pais podem ser brincalhões e doceis, mas você pode acabar com filhotes que não gostam de pessoas e sejam até agressivos, sem falar nas doenças geneticas e cronicas que a maioria dos animais advindos da criação de fundo de quintal são vitimas.

Além disso, a femea não terá somente UM filhote e você irá ser responsável pelo futuro de 5-8 animais, o que será do destino deles? Se você vendê-los, será um criador de fundo de quintal e geralmente filhotes resultados dessa prática são condenados a uma vida de exploração comercial. Se os doar, terá que se certificar que irão para bons lares, serão castrados e cuidados por toda a vida.

Você pode até conseguir donos para a primeira ninhada, mas lembre-se que gatinhos nascem de 2 em 2 meses e cães de 6 em 6. Será que você terá donos responsáveis para tantos bichinhos e, além dos filhotes da primeira geração, para os descendentes deles também?



Um ciclo de abandono pode começar desta sua decisão e os filhotes do seu animal tão amado podem acabar sofrendo nas ruas.

6- Castração é muito caro

Concordo que a maioria das pessoas de baixa renda não possuem recursos para castrar seus animais, mas hoje em dia, através de ongs e protetores sérios, é possivel esterilizar seu bichinho em multirões.

O projeto Felinos Urbanos possui uma Cota Social para ajudar pessoas humildes e está sempre à disposição para as pessoas que queiram apadrinhar a castração de um gatinho ou gatinha necessitado :)

Em clinicas veterinárias é possivel parcelar as cirurgias e é  um investimento muito menor em relação ao tratamento de um tumor de mama, cirurgia emergencial de piometra, pernas quebradas por causa de fuga para reprodução, etc.

Além disso, em todo o Brasil, vários CCZ's já oferecem castração a baixo custo e gratuita, só é preciso pesquisar o local e saber dos procedimentos para registrar-se.


Pesquise sobre os beneficios da castração e converse com seu veterinário.
Milhares de pessoas ao redor do mundo inteiro, todos os dias, investem tempo e dinheiro para a castração de inumeros animais.

Você pode fazer isso apenas pelo seu, não? :)

"As dez razões mais importantes para você castrar seu animal foram sacrificadas em um abrigo no ano passado."

domingo, 19 de fevereiro de 2012

70 gatos e um acontecimento inusitado

Hoje o plano original era pegar o gato que faltava do terreno do #45 e pegar o gatinho com sarna da área da #58, que está em estado critico. 

Quando chegamos ao terreno, avistamos todos os gatos castrados anteriormente, inclusive as duas últimas fêmeas e o amarelo que arrancou um pedaço de nós. Estavam todos bem. O único que faltava, um gatinho amarelo do peito branco, também estava lá. 

Com a armadilha preparada, uma senhora se aproxima do terreno, já perguntando o que estávamos fazendo ali. Explicamos. E ela perguntou onde estavam os "filhotes" da gata branca - que na verdade foi operada com piometra. 



Explicamos novamente o que havia acontecido, demos todas as informações sobre a clinica e o veterinário para que ela checasse. A senhora começa a nos contar que a anos "cuida" dos gatos do local, que deveríamos ter pedido permissão. 

 Por quase 1 hora ela voltava para os mesmos argumentos sem base, mesmo com toda a nossa paciência em tentar explicar o projeto, que cada gato ali estava castrado, que havia recebido uma consulta médica, que eu não tiraria do meu bolso por algo que não seria necessário e que eu, assim como ela, também gostava dos gatos. 

Coloquei-me a disposição para mostrar todos os outros focos da colônia, dei o endereço do projeto para ela na internet, com as fotos e fichas de cada animal. Ela me disse que em sua casa havia 12 gatos, todos retirados da rua. Reclamou na dificuldade de doar e que gostaria de adotar os gatos do terreno ( FERAIS! ) mas sua mãe que não queria mais animais em casa. 

Reclamou até do fio absorvível e perguntou se os gatos eram "mesmo" anestesiados para as cirurgias ( oi? )

E nos contou que uma das gatas, a alguns meses, teve que ser ajudada por ela pois começou a parir e os filhotes ficaram presos no canal de nascimento, vindo a falecer. E mesmo assim ela não castrou a mãe. 

Explicamos que as gatas estavam bem, ela disse que queria levar a gata que teve piometra para uma ultrassonografia, pois estava "com medo de terem feito macumbaria ou experiências" com os gatos e disse que não entendia como eu conseguia pegá-las. Mostrei a gatoeira e falei que havia feito um seminário no Canadá a respeito e que o projeto havia até mesmo saído em uma reportagem  em São Luís. 

Ela contou que havia pego os filhotes da gata branca para doar e expliquei que já estavam castrados, o que a espantou, já que sua veterinária não realiza castração pediátrica, esperando nas fêmeas após o primeiro cio ( e possivelmente após uma primeira prenhez ) para esterilizá-las.

Ela parecia já ter entendido e até concordado com nossas ações, até que falou na questão das orelhas. Mesmo explicando todos os motivos, como sempre faço, e até pedindo uma alternativa, ela nos acusou de estar "fazendo experiêncas com os seus gatos" se zangou e saiu andando de volta para a sua casa, acabamos não capturando o gato restante do terreno.

A conversa durou um pouco mais de 1hr e por todo o tempo, na minha cabeça, eu me perguntava se realmente estava escutando aquilo, de tão surreal a situação.

Então a pessoa achava melhor que os animais ficassem reproduzindo no terreno, do que castrar? E já que os gatos "são dela", o que fazem nas ruas, sujeitos a todos os perigos? O que fazem as fêmeas parindo repetidamente e até tendo problemas de saúde por conta disso? E, se estava tão preocupada com a gata operada, por que não aceitou nossa ajuda para capturá-la e levá-la ao veterinário?

Em outros países as pessoas que praticam C.E.D recebem prêmios e são apoiadas e respeitadas em sua comunidade. As pessoas que praticam C.E.D aqui no Brasil possuem minha grande admiração pois sei o quanto é difícil. Mas parece que somente arriscar os dedos, investir horas e MUITO dinheiro não é suficiente para provar que nos importamos ou para que não sejamos acusadas de coisas absurdas. 

O projeto Felinos Urbanos sempre agiu da melhor forma possível com estes gatos e com muita clareza, em respeito a todos as pessoas que nos apóiam. Acredito, fortemente, que os gatos do projeto recebem o MELHOR manejo, atendimento veterinário e cirurgias de toda a São Luís. 

Nem mesmo os proprietários dos gatos da cota social reclamaram da marcação das orelhas após a explicação.

Estamos dentro dos padrões de projetos ao redor do mundo inteiro e de SP, Santos e RJ. A única diferença é que nossas castrações não são financiadas pelo governo ou município.

É uma pena que uma mente ignorante possa desferir essas palavras e não levar em consideração o bem estar dos animais que diz cuidar e gostar.

Felizmente todo esse acontecimento não foi o bastante para nos impedir de fazer o bem. 
Pudemos finalmente capturar o gatinho com sarna - apelidado de Frankstein - e ajudá-lo. 

E assim, ele se tornou o #69 



lado do pescoço, crostas e ferimentos
orelhas e topo da cabeça
outro lado do pescoço
ombros
gatinho já medicado contra sarna e castrado
Por ser feral não foi possível mantê-lo internado, mas ele recebeu uma medicação para a sarna que possuí um alto nivel de sucesso a curto prazo. Irei ficar monitorando-o para perceber melhoras.

#69 na caixa, fomos para a area da #67 - estava linda, brincando de subir em uma arvore próxima - e também avistamos o #54, plenamente curado de seus ferimentos de briga e bem saúdavel :) 

E depois de alguns minutos de espera, capturamos a nossa 70º felina urbana, mais uma gatinha feral! :)

linda tricolor :)
cirurgia finalizada :)
1 pontinho :)
orelhinha marcada

Os gatos passam bem e estão dormindo. Serão liberados amanhã assim que acordarem plenamente da anestesia :)

O Felinos Urbanos se deixa à disposição pra sanar qualquer duvidas em relação ao manejo e cirurgias desses animais que não ficaram claros em nossos textos informativos.

Raspamos todas as nossas economias e encerramos as castrações pelo mês de fevereiro.  Obrigada por toda a ajuda e apoio nestes 70 gatos, esperamos que possamos em breve completar os nossos 100 primeiros animais ajudados :)

E, tenham certeza, todos os nossos atos são feitos com respeito e amor a estes gatinhos.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Panfletos de Conscientização :)

A conscientização deve vir de mãos dadas com toda ação para o bem estar animal, uma vez que abandonos, maus-tratos e negligencia são resultados diretos da falta de informação de uma sociedade.

Deixamos à disposição nosso album com panfletos de conscientização, sobre castração, cuidado de gatos, contra a exploração comercial e reprodução indiscriminada e com padrões de raças de animais para impedir que pessoas ingenuas sejam enganadas por criadores de fundo de quintal.

Nossa página no facebook - http://www.facebook.com/felinosurbanos.slz

Fiquem à vontade para visitar nossa página no facebook e compartilhar os panfletos, nossos ou de outras fontes, assim como videos :)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cota Social - Como funciona?

A Cota Social dos Felinos Urbanos nasceu do desejo de ajudar gatinhos além da colônia inicial.

Nossos recursos são limitados e conseguidos com muito custo para serem revertidos em castração dos ferais, mas a dificuldade que pessoas carentes encontram para esterilizar seus animais não passa despercebida para o projeto. 



Além da localização distante, os preços oferecidos pelo curso de veterinária na UEMA são muito altos para a realidade de uma família humilde e clínicas particulares nem sequer chegam a ser uma opção. 

Os gatos da cota social se dividem em duas categorias: animais de pessoas carentes, que são escolhidos sob rigoroso processo de seleção e animais trazidos por alguém que quer ajudá-los e irá custear sua castração. Na maioria das vezes, estes são animais semi-domiciliados, que vivem na rua ou próximo à casa da pessoa e alimentado por vizinhos, mas sem ter um “dono” propriamente dito. 

#12, de uma senhora bem humilde, que teve a castraçao custeada por uma pessoa de bom coração :)

Não acreditamos em oferecer castração gratuitamente para gatos semi-domiciliados ou com donos, mesmo carentes, já que agregar valores ( mesmo que minimos ) gera uma conscientização maior quanto à castração e aos cuidados com aquele animal. 

A dona do #43 não aguentava mais vê-lo apanhando pelas ruas e nos procurou para ajudá-lo :)

Além disso, cada moedinha direcionada para a cota social representa menos castrações para os ferais, que são o foco do projeto e não tem ninguém – exceto nós – olhando por eles.

Também já fomos procurados para colocar animais na Cota Social por pessoas que custearam integralmente suas castrações, mas que optaram pelo projeto.

Os gatos operados conosco recebem cirurgias de alto nivel, com fio absorvível que torna o pós-operatório mais tranqüilo. Também é possivel esterilizar filhotes, com a castração pediatrica.

Os animais são rapidamente levados para a cirurgia e retornam para os donos horas depois, já com toda medicação necessária, além de informações sobre o pós-operátorio :)

filhotinha que foi adotada depois de castrada pelo projeto :)

Esterilizando estes animais, cujo donos - mesmo com boas intenções - não teriam a oportunidade de agir corretamente com eles, estamos eliminando centenas de novos gatos abandonados pelas ruas. 


Também é uma forma de conscientizar as pessoas quanto à castração e a responsabilidade social que cada um de nós tem com estes animais. Não é necessário adotar para ajudar, apenas custear uma castração pode mudar completamente a realidade daquele gatinho.



Vários gatos da cota social, que eram semi-domiciliados, foram oficialmente adotados desde que foram esterilizados pelo projeto, aumentando ainda mais sua qualidade de vida.

gatinha  teve a castração custeada pela pessoa que a resgatou :) foi adotada logo depois da cirurgia

Em suma, a Cota Social é nosso modo de devolver para a sociedade a ajuda e sucesso que estamos tendo nos Felinos Urbanos. Até hoje 12 gatinhos carentes foram ajudados pelo projeto :)


Sempre estamos dispostos a ajudar quem também deseja o melhor para os animais.

Se quiser apadrinhar a castração de algum gatinho carente, nos procure, teremos prazer em ajudá-lo a fazer uma boa ação :)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pontos de Abandono - Como combatê-los?

Primeiro, vamos estabelecer a diferença entre colônias e pontos de abandono.

Colônia é uma terminologia utilizada para definir as concentrações de gatos ferais em uma determinado espaço urbano. Os gatos ferais se aglomeram nestes locais ao serem alimentados por alguém ou por terem alimento disponível em outras fontes, como lixo domiciliar, restaurantes ou até mesmo caça.

Um ponto de abandono é um local dentro de uma área urbana, onde as pessoas, propositalmente, abandonam gatos à própria sorte. A maioria dos animais encontrados lá estão com algum problema de saúde, são filhotes abandonados sozinhos ou com suas mães e até mesmo fêmeas prenhes. E a grande maioria deles, pelo contato direto com humanos até o momento do abandono, são animais extremamente dóceis e adotáveis.



Pontos de abandono são mais comuns em áreas de periferia, onde os moradores, sem informação e recursos para castração, acreditam que “deixar” o animal ali é a solução.

Isso ocorre porque, geralmente, em pontos de abandono, há alguém que, sensibilizado pelas condições dos animais, os alimenta e eventualmente há pessoas que podem levar um ou outro para casa. Mas são justamente esses comportamentos que incitam mais e mais donos a abandonarem os gatos nestes locais, sob a falsa idéia de que “eles serão cuidados.”

Na realidade, gatos dóceis deixados em pontos de abandono correm muito mais perigos do que gatos ferais. Gatos ferais não se aproximam de pessoas, aparecem somente nas horas de menor movimento e atacam ao se sentirem ameaçados. 

O gato abandonado irá seguir humanos, pedir comida, tentar subir em colos implorando por carinho. E é nessa hora que pode ser chutado, apedrejado, colocado dentro de um saco e morto. Amedrontados pelo abandono, são mais propensos a atropelamentos. Também são mais ingênuos e, desesperados pela fome, podem ser envenenados em grande escala, o que também ocorre com gatos ferais onde houver pessoas maldosas.

Os filhotes em pontos de abandono, em sua grande maioria, morrem rapidamente. Existem pessoas que os abandonam ainda de olhos fechados, com poucas semanas, e mesmo os maiores, irão sucumbir por doenças respiratórias, fome e até mesmo, agressão por parte de adultos não-castrados, que os vêem como competição dos poucos recursos existentes. 

filhotinho com rinotraqueite

Pontos de abandono, na verdade, são campos de concentração onde os gatos, deixados à própria sorte, morrem à míngua e em maior velocidade do que em uma colônia.

E como mudar essa realidade? Castração, em primeiro lugar.

Castrar animais de pontos de abandono é infinitamente mais fácil do que em colônias, pelo próprio temperamento dos animais, desde filhotes ( através da castração pediátrica ) até mesmo os adultos. Diante de tantas vantagens que a castração traz, também será possivel aumentar as chances desses animais, castrados, serem adotados.

( Para saber mais, leia - http://felinosurbanos.blogspot.com/2011/11/castracao-em-gatos-fatos.html ) 

O segundo ponto é conscientizar as pessoas a esterilizar seus próprios animais e oferecer mutirões de castração para a população ao redor do ponto de abandono, já que é daí que surgem os gatos destes locais. 

Além disso, gatos que têm acesso à rua e entram em contato com animais de ponto de abandono podem contrair inumeras doenças, até mesmo zoonoses e levá-las para dentro de casa. Desmistificar a ideia do gato "livre e passeando" e ensinar sobre criação indoor também é essencial. 

gato com sarna

 (  Para saber mais, leia - http://felinosurbanos.blogspot.com/2012/01/castracao-e-saude-publica.html )

E, em terceiro lugar,  vetar ações que possam incentivar mais abandono:

1- NÃO DIVULGAR O ENDEREÇO DO LOCAL 

2- NÃO ALIMENTAR OS ANIMAIS OU FAZER VISITAS EM HORÁRIOS DE MUITA VISIBILIDADE

3- ESPALHAR CARTAZES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE CASTRAÇÃO, LEI E PUNIÇÕES SOBRE O ABANDONO E MAU-TRATOS PARA A POPULAÇÃO AO REDOR

Se a existência de colônias de ferais já é resultado de nossa irresponsabilidade, o nível de crueldade aumenta ainda mais ao obrigar um gato domestico, carinhoso e que foi cuidado, a se virar sozinho nas ruas, passando fome, frio e sob diversas ameaças, por algo que não é culpa dele. 


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Castração e a Saúde Pública

Além dos inúmeros benefícios que  a castração de cães e gatos traz para os mesmos e para o dia-a-dia dos responsáveis, é necessário que a sociedade compreenda  importância dessa simples cirurgia para a saúde publica.

É uma lógica muito simples. Mais animais castrados em uma cidade representam menos animais vagando pelas ruas e sendo transmissores de doenças, tanto as de um animal para outro como também as zoonoses, transmitidas de animais para pessoas.

Em uma área urbana onde os animais estão ou são castrados regularmente, existem menos cães e gatos suscetíveis à raiva ( doença incurável para animais e pessoas ). Existem também menos cães portadores e transmissores de leshimaniose - calazar - e menos gatos portadores e transmissores de esporotricose, doença de tão difícil e oneroso tratamento e cura para humanos e gatos.

cão com leishimaniose
gato com esporotricose

Um maior número de animais castrados representa menos animais doentes e abandonados a serem recolhidos e colocados para dormir com dinheiro público.


Animais castrados e mantidos em casa não são transmissores de doenças e parasitas como sarna, carrapatos e pulgas. 
Animais não-castrados são os principais números em pontos de abandono e casas de colecionadores de animais, locais insalubres e repletos de bichos doentes e sofrendo, trazendo riscos para a saúde dos vizinhos.

Geralmente onde há aglomeração de cães ou gatos abandonados, existem também restos de comida que atraem animais e insetos nocivos, como ratos, baratas, etc.

Animais castrados ficam mais caseiros, diminuindo os números de crueldade e acidentes de trânsito.


Donos de animais castrados também se mostram mais preocupados com a saúde dos mesmos, levando-os para vacinações e outros cuidados veterinários freqüentes, reduzindo o número de epidemias e, novamente, contribuindo para um ambiente mais saudável dentro de uma comunidade.

Em várias cidades de países desenvolvidos e em algumas no Brasil é possível testemunhar o governo trabalhando em parceria com protetores e organizações de bem-estar animal, entendendo como o cuidado com animais reflete para uma boa saúde publica, diminuindo gastos.

Sempre me pergunto qual a dificuldade das autoridades de São Luís em oferecer mutirões de castração a baixo custo ou mesmo gratuitos para os animais dos seus cidadãos, ainda mais considerando que somos uma cidade foco de algumas das doenças citadas acima.

Se fossem oferecidos pelo menos mutirões mensais, nem que somente para a população carente, já seria um grande avanço para a diminuição dos números de abandono e sofrimento pelas ruas.

Castrando animais e conscientizando pessoas, o dinheiro público seria melhor empregado em outras obras estruturais que esta cidade tanto precisa. 

Mas mesmo que as autoridades ainda não estejam assumindo sua obrigação para com o bem estar dos bichos, é papel de cada cidadão ser responsável pelo cão ou gato que mantém em casa.

Castrando somente o SEU único animal,  você evita o abandono de incontáveis filhotes e colabora para um futuro melhor não somente para você, seu bichinho, mas também para toda a sociedade.

Pense nisso, faça a sua parte, um simples gesto pode mudar o amanhã.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gatinhos #53, #54 e #55

Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora nas postagens aqui.

É tanta coisa para fazer após as cirurgias, passo a manhã inteira na clinica, tenho que cuidar dos gatos enquanto se recuperam da anestesia, ir para o trabalho e só depois soltá-los quando estão plenamente acordados.

Em 14/01 chegou mais uma gatinha capturada da casa das ferais.

Ela é a mãe - e avó - de todas da casa, morando em buraco no teto da casa. Gatinha feral, deu um trabalhinho no manejo, mas a cirurgia foi tranquila :)

Apesar de ter aproximadamente 5 anos, tantas gestações e o local de dificil acesso acabaram deixando marcas em seu corpo, além da mesma constituição pequena das demais, ela praticamente não tinha dentes na boca :(



acne felina



Em 16/01  levei os dois machos capturados na noite anterior.

O #54 foi o gato mais deformado por brigas que já vi na minha vida. Fiquei agoniada imaginando as dores que aquele bichinho sentiu por todo o tempo que as cicatrizes e ferimentos - alguns abertos ainda - se acumulavam em seu corpo. Ele é uma prova viva das razões de castrar os nossos animais e não permitir que tenham acesso à rua :(

todo cheio de edemas, cicatrizes e ferimentos :(

iris projetada
ausência de dedo


Eu ainda não fui na area em que o capturei desde a soltura, mas espero que ele esteja em melhores condições com a medicação que recebeu e com a castração.

Além dele, na mesma rua, há pelo menos uns 5 gatos. Um deles é um pretinho docil, muuuuuito magro, certamente tem uma casa, mas não-castrado, perambula pelas ruas. Ainda consegui colocá-lo dentro da caixa, mas a pessoa que me ajudou colocou a porta ao contrário e ele conseguiu fugir, na segunda tentativa ele se irritou.

Logo um outro gato veio se aproximando, o terceiro da familia dos cara-preta que vagam por aqui :)






Gatinho deu um trabalho ABSURDO de todas as formas, mas felizmente é mais um castrado que não colocará filhotes no mundo :)